Terapia sensorial: o que é e como funciona

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Escrito por admin

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Você tem buscado por formas alternativas de melhorar algum quadro clínico? Se sim, é provável que já tenha tido contato com a terapia sensorial. Mas você sabe do que se trata esse método ou mesmo qual é o seu intuito?

Em suma, trata-se de uma técnica usada por terapeutas ocupacionais, a fim de criar estímulos apropriados em especial em crianças que têm autismo. Contudo, também é um método benéfico para outros pacientes, como os que portam síndrome de down, déficit de atenção etc.

Os métodos aplicados na terapia sensorial são um tanto simples e, em alguns casos, podem até mesmo serem reproduzidos em casa. O intuito é sempre buscar conforto aos que têm alguma dificuldade em processar informações sensoriais

Assim, visa auxiliar aqueles que têm falta ou excesso de sensibilidade em algum sentido. Então, se você quer conhecer um pouco mais sobre essa técnica, é só continuar a sua leitura nos parágrafos seguintes. Sem mais delongas, vamos ao que importa.

O que é a terapia sensorial?

Esse tipo de terapia tem direta ligação com a maneira como o nosso cérebro transforma as informações que se recebe pelos sentidos, em noções úteis para o dia a dia. Mas o que isso quer dizer, exatamente?

A terapia sensorial visa entender o ambiente, o corpo e todos os demais estímulos internos. Assim, tem uma reação ou aprendizado de acordo. A organização dessas sensações do corpo e também do meio ambiente, dentro de um processo frequente, interpretação e ação, gera a integração sensorial.

Ao aplicar a terapia sensorial, trata-se de uma das formas de fazer com que o indivíduo desenvolva a sua atenção, aprendizado, percepção e vários outros benefícios. Para tal, utiliza-se atividades específicas, as quais apenas o terapeuta ocupacional é capaz de orientar.

Como funciona a terapia de integração sensorial?

Todo o método tem como base o sistema “Ayres Sensory Integration (ASI)”, o qual visa identificar e resolver a disfunção sensorial que o paciente tem. Quando se trata de uma criança com autismo, por exemplo, há aquelas que são sensíveis ao toque.

Nesse caso, até mesmo o toque com a própria roupa pode lhe causar incômodo. No entanto, há aquelas que são mais sensíveis aos estímulos sonoros e, por isso, se tornam mais ansiosas, agitadas e incomodadas, mesmo com barulhos pequenos no ambiente.

Então, a fim de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas (e também dos seus familiares), é essencial investir em intervenção terapêutica. Esse tipo de tratamento irá ajudar a reorganizar todas as sensações, onde o intuito será sempre de reduzir os efeitos negativos na criança.

Por consequência, também irá auxiliar no convívio social, aprendizado e em diversas outras capacidades do paciente. Vale salientar que o padrão de sensibilidade sensorial não é o mesmo para todas as pessoas. Por isso, o ideal é conversar com o terapeuta sempre que surgir um grande desafio.

Quais atividades estimulam o desenvolvimento sensorial?

Como cada paciente tem necessidades diferentes, a terapia sensorial varia de acordo com o tipo de disfunção que a criança tem. Não há um padrão para todas. Deve-se levar em consideração algumas coisas mais íntimas.

Fora isso, há algumas atividades simples que o terapeuta pode conduzir mas que, posteriormente, pode reproduzir em casa. Dentre elas, podemos citar as seguintes:

Toque de texturas

Essa é uma atividade ideal para as crianças que sentem algum incômodo fora do comum ao encostar em determinada textura. Nesse caso, o terapeuta irá estimular o contato, mas sempre aos poucos e respeitando cada limite. As brincadeiras são ótimas formas para conquistar o resultado.

A exemplo, o terapeuta pode solicitar para que a criança feche os olhos e tocar em algum brinquedo de borracha ou massinha de modelar, os quais tendem a ser mais grudentos. E, à medida que o paciente se acostuma com a sensação, é possível avançar para o próximo objeto, e assim por diante.

Brincadeiras com formas

Ainda que pareça algo simples, a verdade é que esse tipo de brincadeira é uma ótima forma de promover o desenvolvimento intelectual e psicomotor do paciente. Mesmo que algumas crianças consigam fazer esses encaixes a partir dos dois anos, há aquelas que têm dificuldade.

Nesse caso, pode indicar que o paciente tenha alguma disfunção neurológica e que, por isso, tende a apresentar um progresso mais lento que os demais. Sendo assim, manter a progressão de estímulos é de grande importância para ajudar no progresso neurológico.

Além do mais, acaba trabalhando o tato e a visão de forma simultânea, o que pode ser difícil para algumas crianças.

Toque do nariz

Essa também é uma atividade simples, mas bastante lúdica e que visa criar na criança o desenvolvimento do sistema proprioceptivo. Em suma, o terapeuta pede para que se feche os olhos e toque na ponta do nariz ou demais partes do rosto.

Através da atividade, a criança passa a reconhecer o espaço que o seu corpo ocupa no ambiente. Assim, influencia também na sua coordenação motora dos seus membros. Por ser simples, pode ser replicada em casa, por exemplo, tanto em adultos quanto em adolescentes.

Balanço e gira-gira

Esse é um tipo de brincadeira comum a grande parte das crianças. Aqui, o intuito é desenvolver e estimular o aparelho vestibular. Esse conjunto de órgãos tem por intuito regular a noção de gravidade de todo o corpo.

Os movimentos que se faz durante a brincadeira ajudam a controlar o equilíbrio corporal. Fora isso, também é uma ótima estratégia para gastar a energia de pacientes que são muito agitados ou que estão nervosos, por exemplo.

Tapete sensorial

Essa terapia sensorial é ideal para pessoas que não têm muita sensibilidade tátil. Por isso, é essencial criar alguns estímulos e, uma das formas de fazer isso, é por intermédio do tapete sensorial ou da massagem tântrica. Mas o que exatamente é isso?

Na maioria das vezes, trata-se de um tapete formado por um retângulo, com retângulos menores, os quais são cheios de texturas distintas. Então, quando a pessoa pisa nesse tapete, o cérebro passa a compreender um pouco melhor a experiência do tato.

É uma forma simples, mas muito eficaz, de fazer com que a pessoa identifique as sensações. E, ao fim do percurso, o terapeuta pode indicar com que a pessoa segure e sinta todos os objetos.

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