Dinheiro extra? BC lança plataforma para consultar valores esquecidos em bancos 

Tempo de leitura: 8 min

Escrito por gabriel araujo

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Contar com um dinheiro extra é sempre algo positivo, principalmente quando não existe por parte do indivíduo um conhecimento prévio sobre tais valores. Como achar um dinheiro esquecido no armário ou até mesmo no bolso do seu casaco.

Algumas pessoas podem até brincar com a sua sorte e de forma proposital deixar algumas cédulas espalhadas em cantos estratégicos do seu guarda-roupa. Para posteriormente encontrá-los após a realização de uma faxina em um espaço pouco mexido.

Uma espécie de investimento futuro, quase como um pagamento para a sua limpeza que será executada nesse cômodo específico. E se essa sensação de achar um dinheiro inesperado já é positiva quando envolve moedas, o que dizer então de grandes quantias?

Pois essa é a realidade de uma parcela específica da população brasileira, acerca dos investimentos e aplicações em poupanças que podem ter sido feitas com o passar do tempo, sem existir a ajuda de um serviço de contabilidade que o auxilie nesse controle.

E tamanhas possibilidades de investimento, é comum que a pessoa acabe perdendo um pouco da noção da real aplicabilidade do seu dinheiro. Principalmente quando envolve quantias pequenas, cujos valores na época não pareciam relevantes para a pessoa.

A questão é que mesmo sem haver um conhecimento amplo sobre esses valores, independentemente da quantia ali presente, trata-se de um dinheiro que de fato pertence ao indivíduo, e que ao ser resgatado pode ser usado para as mais diversas atividades.

Principalmente em um período de instabilidade econômica, onde a entrada de qualquer valor pode ser importante para iniciar um processo de desafogamento das dívidas de uma pessoa, em processo de recorrer a uma avaliação patrimonial para quitar os débitos.

E dentro do cenário brasileiro, a situação de encontrar um valor extra, que foi aplicado no passado, é de fato comum, já que antes cada companhia trabalhava com um sistema próprio, muitas vezes analógico e manual.

Com o processo de digitalização das informações, tornou-se mais fácil para as empresas terem uma compreensão maior sobre as informações referentes aos seus clientes, incluindo nesse caso um valor especial que nunca foi resgatado pelo indivíduo.

Muitas vezes por não existir um conhecimento sobre a existência de tal dinheiro. Uma situação que está sendo resolvida pelo Banco Central, que lançou uma plataforma no mercado que busca justamente trazer esse tipo de resposta para a população.

Sistema de Valores a Receber: Como funciona?

Diante da percepção dos órgãos de controle de atividades financeiras do país, em cima dos valores que se encontram abandonados nos bancos, ou seja, que dentro de um longo período não houve movimentos, foi criado um plano de resolver essa questão.

Com a criação de um sistema que não só facilite as empresas a entrarem em contato com esses clientes agora longínquos, mas também que permita aos usuários terem consciência sobre o dinheiro que lhe pertence, mesmo que não haja conhecimento prévio sobre ele.

Ambas as ações são administradas por meio do SVR (Sistema de Valores a Receber). Um programa digital que possibilita com que seja feita de forma mais prática essa conexão entre os bancos e seus antigos clientes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas.

Já que tanto um funcionário que recebia seu salário exclusivamente em uma agência bancária, que deixou de fazer negócios com ela ao ser demitido, assim como uma empresa de serviços de informatica que fechou podem ter valores a serem resgatados.

O SVR funciona justamente como um programa de controle sobre esses valores disponíveis a serem sacados, por meio dos créditos disponíveis entre os indivíduos que tiveram alguma relação com entidade financeiras, que resultou em algum valor que nunca foi recebido.

O objetivo do Banco Central ao desenvolver essa plataforma é de agir como um intermediário entre os clientes e as instituições bancárias, de forma a facilitar com que essa transação possa ser feita, contando com a ajuda dos artifícios digitais.

Já que o principal formato adotado para realizar tais transferências é por meio do PIX, um modelo digital de transferência eletrônica com baixíssimos custos pelos lados das empresas, resultando então em gastos muitas vezes inexistentes em relação aos clientes.

Estima-se que o valor de 4 bilhões de reais seja restituído de forma correta, sendo distribuído para cerca de 28 milhões de pessoas, de acordo com o Banco Central.

Por meio dessa ação, a agência de controle dos sistemas financeiros nacionais age similar a um serviço de calibração, porém não voltado à manutenção da indústria, mas sim da economia interna, diante dessa destinação de valores a serem recebidos de forma correta.

Diante desse retorno simplificado para os clientes de entidades bancárias, pode existir uma curiosidade geral por parte da população se ela se encaixa nos termos estipulados para esse recebimento, existindo opções claras a serem observadas por esse antigo cliente.

Quem tem direito a receber esses valores?

A resposta para esse questionamento envolve um número amplo de possibilidades que envolvem uma relação prévia entre um cliente e alguma instituição financeira, que tenha resultado em algum valor a ser resgatado e que nunca foi recebido por parte do indivíduo.

Em sua grande maioria por motivos de falta de conhecimento sobre a existência desses valores, pois com tamanha opções no mercado de fazer negócios sobre questões financeiras, é comum que as pessoas esqueçam de certas transações feitas.

Sobre o grupo que é abordado pelo SVR, as seguintes possibilidades são as que estão abrangidas pelo programa de Sistema de Valores a Receber:

  • Contas e poupanças encerradas com dinheiro disponível;
  • Tarifas de operações de crédito cobradas de forma indevida;
  • Cotas de participação em cooperativas de crédito;
  • Recursos não recebidos em consórcios encerrados.

Questões que podem envolver tanto um indivíduo físico, como pessoas registradas como entidades jurídicas, tal como empresas de sistemas que fizeram algum tipo de negócio durante o início de tais empreendimentos, resultando em valores a serem recebidos.

Caso você se encaixe em alguma dessas opções ou tenha dúvidas sobre a existência de um crédito antigo com uma entidade bancária, o programa SVR foi criado justamente para esclarecer esse tipo de dúvida, além de ajudar no recebimento de tais valores.

Como realizar essa consulta?

Já que o objetivo por parte do Banco Central é facilitar esse tipo de relação entre as empresas financeiras e seus clientes, a criação dessa plataforma de consulta se destaca por seu sistema intuitivo.

Um programa no qual essa consulta e os passos seguintes, para o resgate de um crédito disponível, pode ser feito seguindo os passos a seguir:

Acesse o site do SVR

O primeiro passo é acessar o sistema criado pelo SVR. Algo que pode ser feito a partir de qualquer dispositivo com acesso à internet, seja um computador, tablet ou smartphone, por meio de navegador disponível nesses aparelhos.

O endereço de acesso ao sistema de consulta é do próprio gov – então tenha atenção.

Preencha com seus dados

O passo seguinte para acessar o sistema é com a digitação do seu CPF ou do seu CNPJ, caso o objetivo seja conferir os valores a serem recebidos por um empreendimento, como um escritório de soluções ambientais, ou qualquer opção de negócio.

Após isso o usuário receberá a informação se possui algum valor a ser resgatado, junto da data e horário ao qual ele deve retornar à plataforma para dar prosseguimento ao processo de recebimento dos créditos disponíveis.

Nesse primeiro instante somente esses dados são requisitados, com a exigência do seu cadastro no sistema digital do governo federal, sendo importante para o próximo passo.

Como receber tais valores?

Após retornar na data informada, é preciso ter acesso a uma conta Gov.br de nível prata ou ouro. Modelos de cadastro cujas maiores informações podem ser encontradas dentro do site do Governo Federal. Com esses dados é possível verificar a quantia a ser resgatada.

O passo seguinte é a transferência direta desse valor até as contas do usuário. O que será feito por meio do sistema PIX, sendo preciso informar suas chaves cadastradas para receber o dinheiro que lhe pertence.

Caso não exista essa possibilidade, cabe à instituição entrar em contato com o correntista. Em caso do usuário não receber nenhuma resposta por parte do banco, é recomendado procurar pelos serviços de um advogado direito do consumidor.

Quando serão feitas as transferências?

Existe um calendário estipulado pelo Banco Central, com datas que se iniciam a partir de 7 de março.

O sistema é seguro?

Sim. O Sistema de Valores a receber se destaca por ser um programa intuitivo e seguro. Contanto, é importante que o usuário esteja atento, para cair em possíveis golpes, como acessar um site falso, por meio de links onde criminosos podem roubar seus dados.

É importante afirmar que o Banco Central e as entidades bancárias não entrarão em contato por meio de canais como e-mail, SMS, telefone ou WhatsApp. Com um contato posterior podendo acontecer apenas se houver um problema com a transferência via PIX.

Com base nisso, é possível garantir com que uma pessoa física estará segura ao entrar em contato com a plataforma SVR, que conta com sistemas de segurança, assim como um programa controlador de acesso, que permite a entrada de funcionários em uma empresa.


Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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